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França, Mariana, tragédias e etc

Jesusmar Sousa 00:32 1 Comment
Existe aí uma discussão sobre tragédias recentes, uma que ocorreu no Brasil, em Minas Gerais envolvendo um incidente ambiental e outra em Paris, França, um atentado terrorista provocado pelo Estado Islâmico.

A discussão se baseia no fato que a mídia brasileira, assim como o mundo inteiro, voltou seus holofotes para a França, enquanto Minas Gerais parece estar esquecido. Existe uma discussão que envolve acusações de "antipatriotismo" por parte de quem se mobiliza em favor de Paris e aparentemente esquecem das mazelas do Brasil.

Não quero aqui defender nem um, nem outro. Se bem que quem me tem adicionado ao Facebook deve ter percebido que fiz duras críticas em relação a preocupação com a França e o esquecimento para com os nossos.

Porém, vamos deixar a parcialidade de lado e vamos aos fatos:

A verdade é que a mídia nacional e internacional só dá atenção para quem realmente tem o poder nas mãos ou fazem parte do "grupo do poder". 

Para você não dizer que estou sendo sensacionalista, no mês de abril desse ano o grupo radical islâmico Al-Qaeda invadiu uma universidade no Quênia e abriu fogo, matando um total de 147 pessoas.

Uma pergunta: Você soube desse ataque? Você viu alguém mudar cores de seu Facebook? Você viu os países da alta cúpula se mobilizarem? Para ser sincero eu nem soube desse ataque, até porque não sou muito de ler notícias. Isso prova que a mídia não deu tanta importância não é verdade?

Quando a França foi atacada, algumas horas depois lá estava Barack Obama declarando que o ataque contra a França foi um ataque contra a humanidade. Já que perguntar não ofende, o ataque a Quênia foi um ataque contra quem?

Claro que os franceses merecem nossa consternação, mas algo que temos que aprender é não andar pelo que a mídia nos vende. Infelizmente esses ataques são muito mais frequentes do que se imagina em países pobres, na África, por exemplo. Citei o Quênia por ter sido uma tragédia de proporções bem semelhantes.

Não é questão de escolher por quem se solidarizar, é questão de entender que não existem só franceses, só americanos, só alemães e etc. Existem outros países, outras vidas, que infelizmente na prática, não recebem o mesmo valor comparado a países de elite. 

Repito: Os franceses merecem sim nossa consternação. Mas o revoltante, o gritante, é saber que existem outros países, inclusive o Brasil, que sofrem muito mais, no nosso caso não com o terrorismo, e são esquecidos pelo mundo. 

Fica aqui o meu desabafo.



Jesusmar Sousa Teixeira  

Por que estamos indo de mal a pior na língua portuguesa?

Jesusmar Sousa 11:51 Add Comment

Pela manhã ao abrir meu Facebook, me deparei com uma imagem compartilhada por alguém. A imagem que é a mesma do topo da postagem, traz de uma forma irreverente uma situação nada engraçada.

Reporto-me agora principalmente a crianças e jovens estudantes. Não sou tão velho, tenho 27 anos, costumo observar a escrita e leitura dessa garotada com perplexidade. A razão? A maioria das crianças jovens e adolescentes não tem o mínimo de conhecimento da língua portuguesa, principalmente a ortografia. Hoje é o dia nacional da língua portuguesa e gostaria de fazer algumas colocações.

De quem é a culpa?

Bem, a nossa velha mania de procurar culpados. Quando analisamos o contexto, vemos que muitos ou até mesmo todos são culpados. Desde os nossos políticos que pouco investem em educação, até o aluno desleixado na sala de aula que não quer saber nada da vida.

Há casos e casos. Muitas vezes pode ser a má qualidade da educação. Particularmente, tenho muito a agradecer. Estudei do primário ao Ensino Médio escola pública. Não tenho nada a reclamar dos meus professores, principalmente do primário, que é literalmente a base da alfabetização.

Alguns colegas que estudaram comigo não tiveram o mesmo rendimento. Não absorveram o mesmo arcabouço. Por quê? Aí vem as variantes. De repente os pais não incentivavam, talvez não tinham a mesma capacidade de aprendizado, talvez não se dedicaram e por aí vai.

Não dá para se determinar um culpado. Então por que ao invés de determinar culpados, não nos unimos e tentamos transformar essa triste realidade?



Prática de leitura e escrita cada vez mais escassas

Lembro que só fui começar a ter aulas básicas de informática na 5ª série. As aulas eram na própria escola onde eu estudava. Comecei a ter contato com o mundo virtual a partir daí.

Sabe o que vemos hoje? Crianças que mal saem de suas fraudas, já começam a mexer em todo e qualquer tipo de aparelho eletrônico, desde smartphones a computadores. Isso é ruim? Não. Desde que não substitua totalmente ou em maior parte a prática de leitura e escrita.

Agora vou criticar a mim mesmo. Ultimamente tenho me desleixado com a leitura e escrita. Sabe qual o motivo? A falta de autocontrole na utilização das redes sociais, computador, celular, entre outras coisas. Ao invés de pegar um livro e passar horas lendo, estou sentado em frente a uma tela de computador ou conversando no WhatsApp.

E então me ponho a pensar mais um pouco... Se eu, que durante minha infância e adolescência, tive uma boa prática de leitura e escrita devido a necessidade dos estudos tenho tal dificuldade, imagine a garotada de hoje que muitas vezes sequer sabe o que é uma biblioteca?

Imagine que pouca gente vai a uma biblioteca, devido a comodidade da internet. Lembro muito bem que me reunia com colegas de turma para fazermos trabalhos e íamos para a biblioteca da escola e outras bibliotecas. Líamos os livros ou tirávamos cópias das páginas importantes para poder cumprir nossas atividades. Com a comodidade da internet, acha que alguém vai sair de sua casa para ir em uma biblioteca? Consequência disso é a perda da essência da leitura.


Conhecimento da língua portuguesa é essencial sim!

Se alguém imagina que o estudo e conhecimento da língua portuguesa é algo que pode ser deixado para trás, está enganado.

Vou dar um exemplo prático. Atualmente no Brasil, devido a instabilidade nos empregos privados, houve um aumento na concorrência para passar em concursos públicos. Com a nossa atual situação econômica, essa concorrência tende a aumentar ainda mais. Estou longe de ser um concurseiro, entretanto, como alguém que já passou em três concursos, nas três esferas (municipal, estadual e federal) posso afirmar que o conhecimento da gramática e principalmente interpretação de textos, são essenciais para aprovação.

Já percebi que existem pessoas que sabem todo o conteúdo, porém, diante de uma questão bem elaborada ou de um texto que se exige interpretação, acabam perdendo pontos. Se o conhecimento da língua portuguesa estivesse afiado, provavelmente obteriam sucesso nos certames que participam. 

Mudança de hábito

Para quem já teve maior prática em leitura e escrita, como é o meu caso, vamos voltar a exercitar. Para quem nunca teve, vamos esquecer um pouco as redes sociais, os smartphones, tablets e afins e vamos começar a ler mais, escrever mais. Visitem bibliotecas!

Nossa realidade pode mudar, seus objetivos na carreira pública, se for o caso, podem ser garantidos e o principal: satisfação pessoal em dominar os conceitos básicos da língua de sua terra natal. 

Tudo será possível para mudarmos a realidade, desde que haja uma rápida e brusca mudança de hábito.

Aos professores de língua portuguesa que leem, perdoem qualquer deslize.


Jesusmar Sousa Teixeira


Matando e morrendo por papel

Jesusmar Sousa 23:48 Add Comment
É tão óbvio que seria até desnecessário comentar, porém, este espaço não teria utilidade alguma se eu não expressasse opinião.

Os seres humanos criaram um modelo ganancioso, insensato e hostil de viver, onde se dá bem que tem mais dinheiro, quem tem mais poder econômico. Obviamente, nem sempre o poder está relacionado ao dinheiro e nem todos que tem muito dinheiro tem poder, mas é bastante claro que se mata e se morre por papel.

Você já parou para pensar que aquela pessoa dormindo na rua, sem teto, sem comida, está impedida de se alimentar  muitas vezes por não ter papel? Já percebeu que você não pode viajar, ter uma boa casa, ter conforto por não ter papel? Já imaginou que pessoas perdem a vida (literalmente) por conta de papel? Sabia que laços de amizades, matrimoniais e até mesmo entre pais e filhos são rompidos por causa desse "bendito" papel?

Incrível como papel dita a vida das pessoas e modifica o sentimento de alguns. Impressionante como somos tão dependentes desse papel e a muitos é negado o direito de viver bem, por não terem acesso a ele.

Se eu tenho uma solução? Não, infelizmente não. Mas o que sei é que quando nos tornamos obcecados por esse papel, nossa vida não passará de ganância pura e simplesmente e esqueceremos do mais importante: As pessoas.

Já que não temos solução imediata para essa questão, segue um conselho: 

"E que você diga a ele, pelo menos uma vez, quem é o dono de quem"

O preço da imparcialidade

Jesusmar Sousa 20:39 Add Comment
Sim, a imparcialidade tem um preço e um preço altíssimo que nem todos estão dispostos a pagar. A imparcialidade significa basicamente não escolher um lado, não ter uma opinião formada ou mesmo tendo, ser capaz de deixar tal opinião de lado, para julgar determinada coisa com equidade.

Algumas experiências pessoais minhas me fez enxergar o quão é difícil ser imparcial. Você é atraído, se apega ou cria determinadas ideias e ideologias, daí, alguém surge com uma ideia totalmente avessa ou levemente distorcida do que você acreditar ser o certo e a reação natural é defender com unhas e dentes aquilo que você julga ser o certo. Um erro que nós cometemos é não ponderar outras ideias e o pior: Agredir ideias contrárias como se as que nós acreditamos fossem totalmente absolutas.

Minhas experiências me mostraram e tem me mostrado que é necessário ponderar sim outras ideias e opiniões. É importante julgar tudo e compreender que podemos estar errados, que somente a imparcialidade pode nos fazer enxergar o certo ou o menos prejudicial.

A ideia da imparcialidade não pode se distanciar do senso crítico. Para ser imparcial é preciso pensar, é preciso questionar, é preciso romper com as ideias formuladas. 

A imparcialidade tem um preço altíssimo que nem todos estão dispostos a pagar. Porém, aquele que assume o risco de ser imparcial, certamente vai entender que nem tudo aquilo que lhes fora ensinado é de fato uma verdade absoluta e que é possível sim compreender os anseios alheios. 
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